terça-feira, 25 de junho de 2013

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Sinopse: 
    Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. 
 Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.




Querido Amigo,

   Sabe quando você gosta muito de uma coisa? Um livro, filme ou um jogo de vídeo game? E na hora de contar a história, você fica sem o que falar, ou troca tudo, fica nervoso, mais nunca fala o que devia falar? Bom, assim estou eu para falar de ” As Vantagens de Ser Invisível. “ 

   Sabe quando você não tem nada para fazer na internet e acaba vendo trailers de filmes no YouTube? Bom se sim, bem vindo ao clube. Mas diante de toda essa coisa monótona, eu descobri ” As Vantagens de Ser Invisível ” , e achei o trailer bem bacana. Nos segundos finais do vídeo, fala que o filme era baseado em um livro, e desesperado que sou, logo tinha o mesmo em minhas mãos. 
   O livro é narrado pelas cartas que Charlie escreve, mas que você não sabe para quem elas são enviadas. 
  
   ” Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” 

Página 12


   Charlie é um dos melhores personagens que já tive a oportunidade de conhecer. Com seu jeito carinhoso e sempre preocupado com sua família ou com os amigos. Sempre colocando eles na frente de sua vida, na maioria das vezes. Seu jeito emotivo, inocente e na maioria das vezes bobo. É impossível você não querer ser amigo dele. Não só dele, mas também da Sam, Patrick, Mary...
O livro vai mostrar o amadurecimento de Charlie no decorrer dos meses. Quando ele conhece Sam e Patrick, que apresenta todo um mundo que ele desconhecia: as festas, drogas, seu primeiro beijo, a confusão de seus sentimentos. 
   Quem estiver pensando em um livro dramático, que fala de um menino excluído  que sofre o livro todo, pode parar de pensar isso. Ao contrario, ah momentos que eu só não ria mais, porque minha barriga não deixava. O livro, na maior parte é muito cômico, com coisas bobas, que torna a leitura ainda mais cativante e gostosa. 
” Você sabe o que é “masturbação”? Acho que você deve saber, porque é mais velho que eu. Mas, de qualquer forma, eu vou contar a você. Masturbação é quando você esfrega seus genitais até ter um orgasmo. Uau! “ 
Página 31
   O mais legal de todo o livro, é que Charlie realmente gostava de seus amigos, queria estar presente em todos os momentos importantes para eles, aquilo ali, fazia dele a pessoa mais feliz do mundo. No livro tem um parte que ele cita em uma das cartas, que, escutar as mesmas musicas sem eles não é a mesma coisa, que fazer as coisas sem eles são muito sem graça… E você leva isso para a vida real e percebe que é verdade, que a amizade é muito importante. 
” - Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece.” 
Página  35
   O final do livro é um pouco triste, e o autor vacila um pouco ao explicar os porquês de Charlie ser daquele jeito.
” Então, acho que somos quem somos por varias razões.  E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.” 
Página 221

” E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso.”
Página 192



Com amor.
 



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